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- fevereiro 2010 -
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Proposta Político - Pedagógica
Paulo Freire definiu a escola cidadã como "aquela que se assume como centro de direitos e deveres, caracterizando-se por realizar uma formação para a cidadania e por viabilizar a cidadania de quem está nela e de quem vem a ela. É uma escola que, brigando por ser ela mesma, luta para que os educandos e educadores também sejam eles mesmos e, como ninguém, pode ser só, a escola cidadã é uma escola de comunidade, marcada pelo companheirismo".

A Escola São Paulo tem como proposta, desde a sua fundação, ser uma escola de ensino forte e para viabilizar o processo ensino-aprendizagem e o trabalho do professor, criou estratégias próprias que ajudam na concretização desse objetivo. São elas:

  • Criação da Comissão de Pais que representa todos os pais da instituição. Esta Comissão tem poder deliberativo e seus membros são eleitos a cada três anos em assembléia;
  • Ser uma Associação de Pais sem fins lucrativos. Portanto, a qualidade do ensino é prioridade;
  • Valorização da participação dos pais nas atividades escolares e no acompanhamento do processo ensino-aprendizagem;
  • Realização anual de assembléia, ou extraordinariamente, quando necessário, para decisão e aprovação de assuntos de interesse da Instituição.

    Esta postura transparente e bem definida da Associação de Educação e Cultura São Paulo possibilita e viabiliza o desenvolvimento da Proposta Político-Pedagógica (PPP), o que torna a Instituição reconhecida pela excelência da educação que oferece aos alunos.




    FILOSOFIA DA ESCOLA

    A Escola São Paulo, através de seus membros - pais, professores e funcionários- define e assume perante seus alunos uma filosofia de educação humanista, com embasamento cristão, valorizando o ser humano e situando-o como centro de seus trabalhos. Adota como referencial - teórico aspectos da pedagogia de Freinet, que define filosofia humanista como sendo a “capacidade do educador desenvolver plenamente todo o potencial da criança, procurando aprimorar todas as suas características, tendo como concepção o bem-estar e a dignidade do jovem como ser humano”.

    Trabalhar com a filosofia humanista, segundo o autor, “é ver a criança como um ser autônomo e racional, capaz muito cedo de opinar e criticar sobre fatos ou assuntos que lhe são expostos, tendo o direito e a oportunidade de raciocinar sobre aquilo que lhe é proposto. Dessa forma tudo passa a ser mais significativo”.

    A Escola São Paulo, por entender que o investimento no ser humano é o que dá sustentabilidade ao projeto político-pedagógico, considera este ponto da teoria fundamental e proporciona oportunidades para que aconteça no dia-a-dia. Leva em consideração o livre arbítrio defendido pelo pedagogo e defende a idéia de que o respeito ao outro e o conhecimento do limite de cada um são instrumentos importantes para desenvolver no educando a responsabilidade e, conseqüentemente, a autonomia.

    Ainda de acordo com Freinet, “toda criança possui inerente uma consciência moral e cabe ao educador ajudar a desenvolver e aprimorar essa moral primitiva”. Neste sentido, a interação professor-aluno é essencial para o aprendizado e para que ocorra esta sintonia é necessário “que o professor considere o conhecimento do aluno já existente e que é fruto do meio em que vive”.

    A Escola São Paulo compartilha com essas idéias, uma vez que, desde sua criação, há 60 anos e oficializada há 58 anos, busca alternativas de ensino que atendam às necessidades de seus alunos e investe na qualidade da educação que lhes é oferecido. Por isso, o professor da Escola São Paulo trabalha com atividades que exploram a capacidade do aluno, sem ignorar os aspectos culturais, o contexto social, político-econômico do qual fazem parte a escola, a comunidade e o momento histórico em que estão vivendo. Acredita que a educação é o caminho para o crescimento pessoal e que a aprendizagem, através da experiência, do diálogo e da parceria com os pais, faz-se mais eficaz.


    OBJETIVOS DA ESCOLA

    A Escola São Paulo tem como finalidade e objetivo geral a formação do educando para o verdadeiro exercício da cidadania, através de processos sociais que visem à integração da Escola com as instituições, tais como família, trabalho e outros grupos sociais, visando à convivência humana, como elemento de integração e formação, com base nos seguintes princípios que regem a Educação Nacional:
    De acordo com o Artigo 5º do Regimento Escolar são objetivos gerais da Escola:
    I - igualdade de condições e permanência da Escola;
    II - liberdade ao aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber;
    III - pluralismo de idéias de concepções pedagógicas;
    IV - respeito à liberdade e apreço à tolerância;
    V - coexistência de instituições públicas e privadas de ensino;
    VI - valorização do profissional da educação escolar;
    VII - garantia de padrão de qualidade;
    VIII- valorização da experiência extra-escolar;
    IX – vinculação da educação escolar ao trabalho e às práticas sociais.


    VISÃO

    Para entender e viver no mundo atual a Escola deve oferecer uma educação completa e uma formação integral que levem em conta cada um dos campos do conhecimento e cada novo aspecto da vida do homem.

    Desse modo, é imprescindível que a escola enquanto Instituição,entenda a educação como um caminho que leva à transformação, onde o que valem é a coerência entre a teoria e a prática educativa, a participação dos pais, que segundo Demo, “ é a alma do processo evidenciada no comparecimento às reuniões, nos compromissos de auto-sustentação, na constatação dos erros da cúpula, na reivindicação dos direitos do associado...” o reconhecimento de que cada indivíduo que forma a escola é uma pessoa humana e o cuidado com o outro.


    VALORES

    A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB – apresenta a formação da cidadania como finalidade prioritária da educação escolar, evidenciando a importância de se trabalharem valores.

    Embasada na filosofia de educação humanista, a Escola São Paulo defende um método de ensino que incorpora no dia-a-dia novos recursos e utiliza todas as ferramentas necessárias para que os alunos e professores desenvolvam a educação de valores pessoais e culturais de forma transversal, explorando temas de relevância e em conformidade com os Parâmetros Curriculares Nacionais: PCNs. Dessa forma, os educandos têm a oportunidade de integrar os valores na formação de sua identidade e são encorajados a classificar o que valorizam, a descobrir, questionar ou aceitar alternativas e refletir sobre suas atitudes.
    São partes integrantes do processo de aprendizagem:

    Respeito à pessoa humana, ao seu desenvolvimento e às diferenças:

    A pessoa humana está sempre em processo de mudança e de transformação e desenvolve-se em contato com outras pessoas. Nesse contato, busca coerência e verdade como identificação entre aquilo que pensa, fala ou faz.

    A Escola São Paulo, por ser democrática, valoriza as relações humanas e sociais entre os membros da associação, numa perspectiva solidária e coletiva porque acredita que no espaço escolar os alunos têm a possibilidade de vivenciar os valores morais e éticos.

    Assim, segundo os PCNs, a Escola:
  • “deve ser um lugar onde os valores morais são pensados, refletidos, e não meramente impostos ou frutos do hábito;”
  • deve ser o lugar onde os alunos desenvolvam a arte do diálogo.”


    Desenvolvimento Moral e Socialização

    Sabe-se que o desenvolvimento moral depende essencialmente de experiências de vida e que a afetividade e a racionalidade estão relacionadas e se desenvolvem a partir das interações sociais, desde a infância e durante toda a vida.
    A educação, em qualquer instância, é a via de acesso à formação da identidade do ser humano por inteiro: sua integridade, singularidade e complexidade. A escola é, portanto, o lugar de possibilidades de construção de autonomia, de aprendizagem e crescimento, de criação e recriação, onde os professores, seus alunos, as famílias e a comunidade interagem no dia-a-dia.
    Cada indivíduo desenvolve de forma diferente no seu tempo atitudes que se revelam ora mais autônomas ora mais heterônimas. Por isso, o “movimento heteronomia e autonomia não é linear e constrói-se na complexidade da inter-relação que envolve a maturação biológica, o desenvolvimento cognitivo – afetivo e a qualidade das relações que o indivíduo estabelece com os outros.”
    Assim, a heteronomia predomina na 1ª infância em que a validade das regras é exterior à criança e está associada à fonte de onde provém e a autonomia começa por volta dos oito anos e acontece quando a criança assume conscientemente os valores e regras, sentindo-se capaz de construir novas regras, compreende–as pelo seu conceito e as legitima porque se convence racionalmente de sua validade.

    Concluindo, o Projeto Político Pedagógico é o documento que define as intenções da escola, em realizar um trabalho de qualidade. O Plano Escolar diz respeito à execução dessas intenções.”
    (...) é preciso reflexão profunda sobre o que se vai fazer e como será feito o trabalho, reflexão essa fundada no diagnóstico da escola.”

    (In: Projeto Pedagógico e o Plano Escolar. http://www.udemo.org.br/JornalPP. acessado em 09/01/07)

    Holambra, 22 de janeiro de 2009
    2 PCNs. Temas Transversais p.71